terça-feira, 10 de julho de 2012

Ai os "jovens", os "jovens"...

Circula por aí este vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=pgQCUDZCzjs

... Que faz mais sentido se acompanhado por esta notícia: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/agressao-em-autocarro

Tanta coisa com esta situação, não sei porquê. É andar nos transportes da cidade de Lisboa e seus arredores para ver destas coisas "aos pontapés" ou, se preferirem, "a dar c'um pau" (literalmente, por vezes).

Mas eu cá adoro é a foto que acompanha a notícia do CM, o "jovem" parece mesmo uma vítima, coitadinho. O costume...

Adoro também cada vez que leio uma notícia deste jornal e deparo-me com a palavra "jovem" (nos outros jornais é igual). Lembro-me de há uns anos ler qualquer coisa de o Correio da Manhã ter levado nas orelhas - de uma Autoridadezinha qualquer que regula a trampa da comunicação social que se vai fazendo - por este jornal andar a revelar a raça dos intervenientes nas suas notícias. Parece que havia uns malvados na redacção que cometiam a asneira de informar devidamente. Por essa altura já os outros órgãos de imprensa trocavam as palavras "preto"/"africano"/"negro" por "jovem", mas o CM andava mal-educado e teve que levar o tau-tau. Agora parece que já está nos eixos... do sistema.



Juntando este post com o imediatamente abaixo, com as notícias que leio todos os dias e com o que vou vendo no dia-a-dia, surgem-me umas questões: Não era suposto as zonas apinhadas de imigrantes serem zonas calmas e serenas, sem conflitos, ordeiras e de boa qualidade de vida? Então a imigração e o multiculturalismo não são positivos para o país e sociedade? Não é isso que nos ensinam (injectam) todos os dias, directa ou indirectamente, na televisão, nos jornais, nas revistas, na publicidade, na escola? Como se explica a quantidade de crimes nos concelhos de Lisboa, Oeiras, Sintra, Amadora, Odivelas, Loures, etc? E mais: estes crimes são, na maioria (quase totalidade) dos casos, perpetrados por pretos, ciganada, ou por aqueles brancos que falam aqueles dialectos manhosos dum continente mais meridional.

Bom, são perguntas que toda a gente que vive a realidade destas zonas faz. Mas faz para si, para dentro. Porque não convém abrir muito a boca sobre este assunto. É que se olharmos para a realidade somos racistas (!) e coisas assim muito más e muito feias. Não podemos questionar estas coisas em voz alta. Isso significa que não estamos a seguir a carneirada e estamos a pôr em causa aquilo que o sistema nos impinge. É como era a Igreja há uns séculos (ou nem tanto): há que manter o povinho burro e ignorante, porque se as pessoas começam a pensar por si, isto acaba tudo. Agora é igual, só muda o marionetista.



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